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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Reunião do Comitê Paranaense de Luta Estudantil

Estimados companheiros, o Comitê Paranaense de Luta Estudantil convoca os DCEs e demais entidades estudantis para dar continuidade em nossas atividades para enfrentar os ataques à Universidade Pública no Estado do Paraná.

Com o objetivo de reorganizar e unificar as lutas contra a Reforma Universitária e Reuni de Lula, contra os ataques a autonomia universitária e arrocho salarial desferidos por Requião, de lutar por mais verbas para a educação, precisamos nos mobilizar em defesa da Universidade e Faculdades públicas.


Em nossa primeira reunião discutimos propostas, algumas delas já estão sendo colocadas em prática, como publicação do boletim, abaixo assinado contra a intervenção do Governador na UNIOESTE; 1° de Abril contra as mentiras do Requião; articulação do ato em Curitiba no mês de Maio..

Portanto, mais um passo será dado para concretização de nossos objetivos. Nesse sentido, nossas mobilizações devem somar forças, seja em encontros, fóruns, comitês e ações de luta estudantil.


A Reunião em Londrina será dia 13 de Abril, às 10h no sindicato da APP, Avenida Juscelino Kubitschek, N° 1834.

Pauta da Próxima reunião:

Informes
Organização do ato em Curitiba
Autonomia Universitária
Repressão
Organização do Comitê Paranaense de Luta Estudantil
Transporte

Já fazem parte do CPLE:
DCEs: UEL, UEM, UFPR, UNIOESTE (MCR), MOVER FAFIPA.

Obs: Maiores informações sobre a reunião em Londrina com o DCE - UEL, e-mail: dce.uel@gmail.com, telefone: 43 33714586

quarta-feira, 2 de abril de 2008

UNIR A COMUNIDADE ACADÊMICA DO PARANÁ: PARA DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!!!

O Ano de 2007 foi um ano que abriu uma nova etapa para o Movimento Estudantil de todo o país. Os estudantes chegaram a conclusão que para garantir um ensino superior de qualidade, alicerçado sobre os pilares do Ensino, da Pesquisa e da Extensão, era preciso organizar mobilizações e lutas que demonstrassem que a retirada de direitos e a destruição do ensino superior não passaria!
A partir da heróica luta dos Estudantes das Universidades Paulistas e da Vitoriosa Ocupação da USP, fluiu uma forte corrente para resgatar um Movimento Estudantil democrático, transparente e combativo.
De norte a sul ocorreram ocupações de reitoria, atos, mobilizações, debates, calouradas e greves estudantis que colocaram em cheque a Reforma Universitária e o REUNI, do Governo Lula, e os projetos dos Governos Estaduais que também buscam dilapidar as Universidades e Faculdades.
No Paraná, o Movimento Estudantil também foi protagonista denunciando os ataques do Governo Requião, que amargou a vida das Instituições de Ensino Superior com corte de verbas, arrocho salarial para os Professores, descompromisso em contratar funcionários e professores, demonstrando assim sua verdadeira face de inimigo da educação pública. Os Estudantes também retomaram diversos DCE`s (UEM, UFPR e UEL) e CA`s que passaram a atuar para os interesses dos estudantes, pois estavam sob as garras do PCdoB e do PT (partidos que apóiam o Governo Requião e o Governo Lula). Atividades em defesa do acesso e permanência para os estudantes (RU, Casa do Estudante, Bolsas, etc.) também foram realizadas e lutas em defesa da democracia, da autonomia universitária e exigindo o envio de mais verbas, etc.Os estudantes do Paraná reorganizaram um instrumento que parecia estar adormecido: o Movimento Estudantil.
O ano de 2008 promete ainda ser maior, pois agora as Entidades Estudantis estão unificadas e pretendem reorganizar as lutas dos estudantes no estado. No dia 16, a partir de uma reunião estadual, que reuniu diversas entidades e movimentos, ficou aprovada a construção de um Comitê Paranaense de Luta Estudantil (CPLE), que estará incumbido de organizar as lutas e atividades em defesa da educação em todo o estado. Esse é um grande esforço que precisa do apoio e da participação de todos os estudantes, pois isolados poderemos perder muito com a qualidade do ensino, o Movimento Estudantil do Paraná precisa estar unido e sintonizado para alcançarmos vitórias.
O CPLE convida e conclama a todas as entidades estudantis e movimentos para também se incorporarem ao Comitê para reorganizarmos o Movimento Estudantil Paranaense.

“EU NÃO AGÜENTO, EU NÃO AGÜENTO, É DE NOITE É DE DIA, MÃO NA CABEÇA E DOCUMENTO”



Esse é com certeza o grito de desabafo dos estudantes do Brasil, e de forma mais específica, também os do Paraná. Ao mesmo tempo em que acompanhamos, durante o ano passado, o reaparecimento do movimento estudantil de luta em âmbito nacional, aparecem também as medidas repressivas por parte dos governos e das reitorias. Polícia entrando nos campus e agredindo estudantes (coisa que não acontecia desde o fim da ditadura militar) e processos administrativos foram algumas dos métodos utilizados para tentar pôr fim às mobilizações contrárias aos ataques às Universidades.O que antes parecia ser exceção agora virou regra. Na maioria das manifestações de estudantes, sejam elas políticas ou culturais, a polícia se faz presente e muitas vezes utiliza do seu potencial repressivo para intimidar e/ou “dispersar” os estudantes. A mesma intimidação é realizada pelas reitorias quando abrem processos administrativos contra os estudantes ameaçando-os com sanções que podem chegar à expulsão ou através de processos criminais que terminam em multas com valores astronômicos.Exemplos mais concretos desta situação podem ser dados com fatos que ocorrem em nosso Estado:

*** Reitoria da UFPR processa estudantes que participaram da ocupação da reitoria. Eles foram multados em valores impagáveis.
***Polícia entra no campus da UEL a pedido de empresário, dono da rede de lanchonetes, para barrar manifestação de estudantes contra o monopólio e a privatização.
***Polícia militar entra nas escolas estaduais para revistar e intimidar estudantes nas salas de aula.
***Em Maringá a Juventude é fortemente reprimida nas ruas, pois lhes falta um espaço para confraternização.

Os exemplos não param por aí. Perseguição ao movimento estudantil não é mera sombra do passado. Além de defender a Universidade dos ataques do governo temos que levantar bandeiras em prol das liberdades democráticas.
Pelo fim das perseguições!Fora polícia do campus!

REQUIÃO ATACA NOVAMENTE A AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA E NOMEIA INTERVENTOR NA UNIOESTE

Como se não bastasse o autoritário Decreto 848, que retirava parte da autonomia universitária, derrotado pelo movimento acadêmico, Requião agora impõe um interventor na Reitoria da UNIOESTE com a justificativa mentirosa de que houve um empate entre as duas chapas concorrentes, sendo que o resultado apurado pela Comissão Eleitoral e homologado pelo Conselho Universitário da Unioeste dá a vitória a Altevir Castro dos Santos, da chapa "Unioeste para todos" com 48% dos votos e o candidato derrotado foi Alcibíades Luiz Orlando, da chapa "Trabalho e Compromisso Social" com 47% dos votos. Através da intervenção Alcibíades foi nomeado reitor da universidade mesmo sendo derrotado nas urnas. A diretoria do DCE Unioeste Mal.C.do.Rondon e alguns estudantes do campus de Toledo defendem a nomeação do candidato vitorioso nas urnas, embora não depositem expectativas que sua gestão possa atender nossas grandes necessidades e reivindicações como a construção do Restaurante Universitário (RU) e da Casa do Estudante Universitário (CEU), o rebaixamento do preço do xérox, e que o mesmo venha combater a criação de mais e mais especializações pagas em nossa universidade. Precisamos lembrar que o próprio Altevir já participou de uma intervenção do governo Requião na UNIOESTE, nos anos 90, em que foi assessor de Marcos Vinícius, então interventor. Infelizmente alguns setores de trabalhadores e estudantes da UNIOESTE, que apóiam acriticamente a nomeação de Altevir, optam por esquecer ou omitir este fato. Repudiamos também a atitude do candidato derrotado Alcibíades Luiz Orlando em aceitar ser parte desse ato autoritário e ocupar a cadeira de reitor interventor.
Nesse sentido, fazemos um chamado aos professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos das IEES do Paraná para somarem-se a luta em defesa da Autonomia Universitária de forma independente e incansável no objetivo de derrubar a intervenção e defender uma universidade pública, gratuita, autônoma e de qualidade.

quinta-feira, 27 de março de 2008

MOÇÃO DE REPÚDIO À INTERVENÇÃO DO GOVERNO REQUIÃO NA UNIOESTE

Na última eleição para a reitoria da UNIOESTE a chapa eleita foi impedida de assumir a gestão, por contra de uma intervenção do Governo do Paraná, que indicou a chapa derrotada.

Esse é um ataque que fere a autonomia universitária e faz parte dos projetos de Reforma Universitária e de REUNI do Governo Lula.

Nós, entidades e movimentos, repudiamos essa medida antidemocrática e exigimos que o reitor eleito possa ser empossado. Ambas as candidaturas não representam os interessas da educação pública, mas isso não impede que o Movimento Estudantil de Luta repudie essa atitude perniciosa de Requião.

Assinam: DCE UEM, DCE UFPR, DCE UFMG, DCE UFG, DCE UNB, DCE UFRJ, EXNEL, CONLUTE, DA IGC-UFMG, Grêmio ETER-FAETEC, CAEF UFG, CAEF UEM, CAM UEM.