
Estudantes da UEM - Extensões (Cidade Gaúcha, Cianorte, Goioerê e Umuarama)
Dia 15/08
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo a concessão de uma liminar que impeça a Ufal e a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) de cobrar taxas de matrícula e mensalidades de cursos de pós-graduação oferecidos pela instituição. Para o MPF, a cobrança contraria o direito à gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais. Segundo os documentos do processo, em 2005 e 2006 a Ufal ofertou 52 cursos de especialização e aperfeiçoamento e outros quatro estão sendo oferecidos este ano. Desse total, apenas três foram gratuitos. O MPF também pede na ação que a Ufal e a Fundepes restituam os valores recebidos em razão de cursos de especialização e aperfeiçoamento iniciados após o ajuizamento da ação. Em caso de descumprimento, foi pedido pelo MPF a imposição de uma multa diária de R$ 30 mil a ser paga pela Ufal e pela Fundepes.
Fonte: ADUNICENTRO
A UEM é uma só! A luta em sua defesa, é de todos!
Os estudantes de todos os 4 Campi de extensões sempre enfrentaram difíceis dramas para consolidarem sua formação acadêmica e profissional. Sofrem aflitamente com a falta de professores, a ausência de Restaurante Universitário, de funcionários, de livros e de laboratórios. E para completar esse dilema, muitas vezes são esquecidos pelas administrações da universidade. O isolamento acaba segregando muitas vezes os colegas de toda vida universitária e de seus acontecimentos. Uma Universidade não pode ser fragmentada ou diluída! Para nós, a UEM é uma só! Por isso, precisamos compartilhar não só as qualidades dessa instituição, que é reconhecida nacionalmente, mas também seus pontos negativos buscando soluções coletivas.
É preciso unificar a luta em defesa da UEM
A comunidade acadêmica das Universidades do Paraná está se organizando e dando passos importantes na defesa da educação pública. No dia 21 de agosto foram realizadas atividades em praticamente todas as Universidades do Paraná: debates, atos e paralisações. As reivindicações que unificam as IES paranaenses se contemplam na luta pela reposição salarial docente, mais verbas para as universidades e contratação de professores e funcionários efetivos.Inspirados nessa luta, os estudantes de Engenharia Agrícola (Campus Cidade Gaúcha) decidiram paralisar as atividades do curso e ocupar o campus. De maneira destemida, a Greve foi organizada por melhores condições para o Campus e para a Universidade, e as atividades só retornam quando a reitoria indicar prazos para solucionar as reivindicações. Os estudantes de Engenharia Agrícola estão mostrando um caminho: a mobilização! O próximo passo é criar mecanismos de unidade, solidariedade e envolvimento entre os campi de extensões. A luta dos estudantes do Campus de Cidade Gaúcha é a mesma de todos os outros campi. O DCE entende que é necessário estabelecer um dia de mobilização entre as extensões. Cada Campus realizaria a atividade do seu jeito, fazendo um ato, um dia de paralisação ou uma hora que seja. Unidos e mobilizados será possível mostrar a importância da UEM para a sociedade e cobrar da Reitoria melhorias para as extensões. Precisamos também exigir a vinda da Reitoria em todos os campi para dialogar com os estudantes e atender as reivindicações acadêmicas. Os espaços para dialogarmos com a Reitoria devem ser nas Assembléias Gerais dos Estudantes de cada extensão. Esse é o mecanismo mais democrático, participativo e transparente para negociarmos com a reitoria.
O Diretório Central dos Estudantes da UEM apóia completamente a ocupação da reitoria realizada pelos estudantes da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Os problemas que os colegas dessa universidade enfrentam são semelhantes aos que todos estudantes desse país estão enfrentando.
Todo Apoio aos Estudantes da UFSC! Diretório Central dos Estudantes - Comissão Provisória - Universidade Estadual De Maringá
Abaixo nota da Ocupação da UFSC e pauta de reivindicações dos estudantes:
Carta da ocupação
A UFSC em crise: Por que os estudantes ocuparam a Reitoria?
Há tempos, nós estudantes da UFSC, vemos um processo crescente de sucateamento e privatização dos espaços da nossa universidade. O começo do segundo semestre foi o estopim desta situação: deparamo - nos com a biblioteca e o restaurante fechados, dificultando não só as aulas, mas também a própria permanência dos estudantes na universidade. A falta de professores chega a ser escandalosa, fazendo com que alguns cursos, como o Serviço Social, tenham até 12 turmas sem aulas! Isso sem contar a substituição generalizada de professores efetivos por contratados temporários, que não realizam pesquisa e extensão, colocando em xeque a qualidade do nosso ensino.Durante muito tempo tentamos dialogar com o reitor sobre nossas reivindicações e só recebemos respostas vazias. A reitoria, além de não se propor a resolver os problemas, se recusa a admitir a precarização da universidade e afirma que a situação continua “normal”. Para você, isso é normal? Sabemos que a situação da UFSC não é diferente das outras universidades do país. No primeiro semestre deste ano, uma série de lutas e ocupações mostraram que a crise da educação é generalizada e só a mobilização é capaz de revertê-la. Governo e reitoria insistem em nos empurrar um projeto que não vamos aceitar: queremos qualidade de ensino e por isso exigimos:
1. Abertura imediata de concurso público para contração de professores e servidores efetivos com Dedicação Exclusiva.
2. Aplicação imediata da regulamentação da bolsa já aprovada no Conselho Universitário.
3. Aumento das bolsas para R$418,00.
4. RU noturno público, com administração e financiamento garantido por servidores.
5. Reabertura da terceira ala do RU.
6. Renovação dos materiais do RU, com acompanhamento da comunidade.
7. Ampliação da Moradia Estudantil para 10% dos estudantes matriculados na UFSC.
8. Auditoria pública com relação à Moradia Estudantil.
9. Defesa do HU 100% do SUS. Ligado ao MEC.
10. Ampliação das verbas para compras de livros da BU.
11. Fortalecimento e criação de novas bibliotecas setoriais.
12. Que a reitoria se posicione contrária à entrada da PM no Campus Universitário.
13. Declaração de posição institucional contra o REUNI ( decreto 6096 da Casa Civil).1
4. Auditoria pública das Fundações na universidade.
15. Arquivamento dos processos administrativos e criminais relacionados aos estudantes que participaram da greve de 2005.
16. Convocação de um Conselho Universitário aberto para a discussão de nossas reivindicações.Defenda a universidade pública: participe das atividades da ocupação!
O ato gaúcho da Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública foi um grande encontro entre cerca de cinco mil trabalhadores, principalmente professores, e estudantes, que parou o centro de Porto Alegre em uma marcha que terminou em frente ao gabinete da governadora do estado, Yeda Crusius (PMDB). A mobilização, que reúne esta semana uma grande quantidade de movimentos e entidades, como a Conlutas e a Conlute, em protestos por todo o país em defesa da educação, ganhou força especial no Rio Grande do Sul em virtude das políticas de sucateamento do ensino público promovidas por Yeda.
Se em nível federal, o governo Lula investe apenas 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, metade dos já parcos 7% previstos como meta no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em janeiro de 2001, os gaúchos vêem em Yeda um terrível alinhamento com as medidas neoliberais federais. A governadora e sua secretária de educação, Mariza Abreu, lançaram, a título de promover o “corte de gastos” característico de sua gestão, uma série de medidas que incluem a chamada “enturmação” (que lota as salas de aula e prejudica o já maltratado ensino público). Os manifestantes reclamaram também da desvalorização dos professores, da falta de investimentos na área e do fechamento de importantes espaços escolares complementares como bibliotecas e laboratórios de informática, por falta de funcionários.
E não é só na ausência de investimentos em educação que os governos Lula e Yeda se equiparam: também a preferência pelos grandes empresários, multinacionais e banqueiros se repete em nível estadual. Os trabalhadores e estudantes sabem disso e, nesta quarta-feira, cantaram: “Com Lula lá, Yeda aqui, só tem dinheiro pro FMI!”. A reforma da Previdência também foi criticada pelos manifestantes, uma vez que são os estudantes de hoje os maiores prejudicados com a retirada de direitos pretendida pelo governo federal. O Plebiscito Popular que será realizado entre os dias 1° e 7 de setembro foi lembrado como importante mecanismo de pressão contra esta reforma.
O resultado de tamanho descaso e incompetência com a gestão pública é este: a população na rua, protestando. A secretária de educação também ganhou versos especiais que pediram a sua saída, em um “fora Mariza!” no ritmo da célebre canção cubana Guantanamera.
O protesto é uma vitória do movimento dos trabalhadores e dos estudantes, que conseguiu unificar uma grande quantidade de siglas em torno de uma reivindicação comum e fundamental: educação de qualidade para todos!
Fonte: www.conlutas.org.br
Desde que foi fundado, o Campus da UEM de Cidade Gaúcha, sempre enfrentou graves problemas estruturais. Os Estudantes cotidianamente sofrem o drama com a falta de professores, a ausência de um Restaurante Universitário, de funcionários, de livros e de Laboratórios. Organizados pelo Centro Acadêmico, com muita energia e abnegação, os estudantes sempre buscaram lutar e exigir melhores condições para o Campus.
No dia 21-08 as Universidades Estaduais do Paraná paralisaram e realizaram uma série de mobilizações. Na UEM não foi diferente. No campus sede foi organizada uma passeata e um ato público que clamava por mais verbas para as universidades, reposição salarial dos docentes, abertura de concurso público para professores e funcionários e por reivindicações especificas dos estudantes (RU, Casa do Estudante, Fim das Taxas).
A indignação contra o Governo Requião (PMDB/PT) é imensa, pois além de amargar cortes para a educação, o governo amarga um arroxo salarial de mais de 40%, dando aos professores do Paraná um dos piores salários do Brasil.O ato contou com a presença de mais de 600 estudantes e professores das Extensões da UEM. A UEM conta com 4 Campi de Extensões: Cidade Gaúcha, Umuarama, Goioerê e Cianorte. Todos os Campi passam por dramas semelhantes. Aproveitando o clima de mobilizações que está ocorrendo no Paraná contra o Governo Requião, mais de 100 Acadêmicos do Curso de Engenharia Agrícola de Cidade Gaúcha paralisaram suas atividades e ocuparam o Campus!
Os acadêmicos estavam cansados com as promessas da Reitoria, que havia assumido o compromisso de resolver alguns problemas, porém sequer apareceu por lá. Para simbolizar essa impaciência os estudantes realizaram um enterro simbólico. A exigência dos Acadêmicos é a imediata presença da Reitoria até o Campus e a resolução das reivindicações dos estudantes.
A reitoria alega que os reitores estão viajando e não existe agenda para ir até o Campus, oferecendo a ida de outros membros da administração. No entanto, os acadêmicos recusaram essa proposta e por unanimidade aprovaram a Permanência da Greve, a exigência da presença do reitor/vice, o fortalecimento da mobilização junto aos outros Campi até que as reivindicações sejam atendidas!
O Diretório Central dos Estudantes e a Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes apóia integralmente a Greve dos Estudantes da UEM - Campus Cidade Gaúcha!
Precisamos unificar todos os Campi nessa luta e se for preciso realizar um ato dos acadêmicos das Extensões em frente à Reitoria para que os dilemas sejam resolvidos e a administração atenda os estudantes.
Todo Apoio a Luta dos Estudantes da UEM – Campus Cidade Gaúcha!
Abaixo Fotos da Greve Estudantil!